domingo, 23 de fevereiro de 2014

Para celebrar a amizade

Quando a gente decidiu celebrar o casamento (e isso foi muito antes do pedido oficial de noivado), a gente sabia que também seria uma forma da gente partilhar a nossa alegria com os nossos amigos. Ao longo da nossa história, eles sempre estiveram presentes partilhando os nossos momentos, se alegrando conosco, rindo conosco ou mesmo chorando conosco. Então, celebrar o casamento também seria uma maneira da gente celebrar as nossas amizades.

Ainda bem que eu pude ser o noivo da minha melhor amiga (né, amor? =D ). A Élida é para mim alguém com quem eu desabafo, converso, rio (muito), confesso medos, choro... Mas a verdade é que a gente tem desentendimentos (sim, como qualquer casal). E, muitas vezes, se não fossem os nossos amigos, que lutaram por nós, talvez a gente nem conseguisse chegar até aqui. Foram eles que, muitas vezes, seguraram nossas mãos e nos guiaram para o caminho certo (e graças a Deus, temos muitos bons amigos).


Hoje, acho que casar também é um momento pra gente celebrar a amizade entre os noivos e seus amigos. Às vezes, eu sinto que, nessa caminhada em direção ao altar, todos eles acompanham a gente e sobem conosco, ficam felizes, choram, sorriem como se vivessem o matrimônio em nós. E aí parece que parte da nossa felicidade só tem sentido se partilhada, celebrada entre amigos.

A amizade é um se doar pelo outro tão intenso que apenas buscar a felicidade do outro já nos faz ser feliz. Acho que por isso, Jesus celebrou com seus amigos e não com servos e, por isso, mais que as alianças, o buquê(é assim que escreve isso? O_o ), a festa, os noivos são o sinal de Deus, que se manifesta em amizade com todos os que estão presentes. E, por isso, nesses primeiros dias para pensar e organizar a cerimônia e a festa, nesses dias de casamento, a gente sempre se repete (e repete para os cerimonialistas) que a gente quer um momento para festejar com os nossos amigos: uma festa para a gente, com a nossa cara, mas que seja um momento também para a gente celebrar as nossas amizades.

Talvez isso seja mais simples de entender se a gente olhar para trás, lá para aquele dia 6 de outubro, lá na Estação das Docas. Só quando eu cheguei é que percebi a quantidade de gente que eu havia convidado e quantas pessoas estavam ali, felizes por partilhar daquele momento conosco. É óbvio que eu esqueci muitos amigos de fora, pois é difícil manter segredo quando a Élida está sempre do meu lado =P (e fica aqui o pedido de perdão por escrito). Mas a minha alegria ali era saber que tínhamos muitos amigos, que quiseram participar conosco da nossa história e que fariam tudo para a nossa história da certo. A todos vocês, amigos nossos (presentes e ausentes), muito obrigado.