domingo, 8 de junho de 2014

Agora um poema

Não resisti e já trouxe um meme para ilustrar a postagem   =P





Quando eu passei no vestibular pela primeira vez, em Letras, eu sonhava em me tornar autor, poeta, escritor. Queria publicar um livro de contos e de poemas e, às vezes, escrevia por horas. Mas na verdade passava mais tempo apagando o que eu escrevia do que escrevendo (rsrsrsrs). Morria de vergonha de alguém achar meus rabiscos. 

Quando conheci a minha Élida, eu quis escrever muitas coisas pra ela. Montei um blog e publicava tudo que eu sentia quando estávamos juntos, a alegria que ela me dava, tudo o que me despertava. Vencia a vergonha pq ela me fazia (e ainda faz) muito bem. São coisas que a paixão faz com a gente, não é? Ela dá coragem para vencer a vergonha (rsrsrsrs). Hoje, a Élida continua me inspirando a fazer muitas coisas (como o nosso desenho do topo) e a buscar sonhos (nosso matrimônio, filhos, doutorado, concurso), mas acho que eu preciso voltar a escrever, pq eu sei que isso me faz ser melhor para ela.

Esse poema foi um dos primeiros que escrevi para ela e que publiquei no meu antigo blog chamado de Diário de Poesia. Foi um dos que eu mais gostei. Ao longo dessa preparação para o nosso casamento, vou postar outros que tenho salvo e tentar escrever novos para ela. Digam o que acharam. Até a próxima!

Não me ame (publicado originalmente em 27/07/2008)
Não diga que me amas!
Diga apenas que me tens muito carinho,
carinho para me embriagar de paixão
nos lábios tímidos que,
vez por outra,
mostram que sabes conquistar um homem

Não, não diga que me amas!
O amor ainda é algo desconhecido pelos homens.
Hoje essas palavras perdem cada vez mais a força
e não devemos desperdiçá-las
ou confundi-las com a paixão.

Não diga que me amas!
o amor cabe apenas aos anos bem gastos,
às roupas bem usadas, aos jantares bem degustados,
aos vinhos bem apreciados, às telas bem pintadas,
aos poemas bem escritos, às cartas bem dedicadas

O Amor cabe à Verdade
e ele como o conhecemos é fraco, mesquinho, humano,
carente, apegado, frágil.
Quando o conhecermos verdadeiramente
será o momento de amar-nos.

Então, hoje, não diga que me amas!
Apenas sorria e seja sempre você mesma.
Convicta de seu sentimento,
por si
e por mim,
e tenha certeza que ainda trocaremos
as palavras certas,
na presença certa,
no momento certo.