A ele, o meu amor, minha fidelidade, minha amizade, minhas orações.
Assim é ele: esse amigo, cajuíno, palhaço, filho, irmão, jornalista, professor, meio nerd, meio “muleke”. Com ele cresci e vivi algumas das experiências mais simples e extraordinárias da minha vida: juntos lemos O Pequeno Príncepe e Neruda, viajamos Brasil afora e Estandarte adentro, assistimos as séries de Harry Potter, O Senhor dos Aneis, Star Wars [e outros filmes que ele foi assistir no cinema enquanto eu subia em árvore em Curuçá]. Estivemos um apoiando o outro nos momentos difíceis de hospitais, passamos o dia dos namorados mais engraçado de tds os tempos (lembra do dia em que saímos para jantar e voltamos molhados de chuva e com fome, amor?). Defesas, formaturas...
Ele é a melhor companhia para ficar “de bob”. Alegre, amoroso... A pessoa que mais me faz rir, seja espontaneamente ou forçadamente [quando me tortura com sessões de cosquinha...].
Diogo. Eu te amo tanto! Tua simplicidade me completa, teu amor me faz crescer. Que Deus te abençoe! Queria te dar de presente o céu, meu Diogo, e o brilho de todas as estrelas... Mas só posso te dar a luz dos meus olhos. Queria te dar um mundo cheio de amor, mas só posso te dar o meu coração, para junto contigo encher nosso mundo de amor.
Esta é mais uma carta de amor, agora publicizada porque quero que saibam o quanto és especial (e não só para mim!). Piegas, mas, como diria Álvaro de Campos, não seria uma carta de amor se não fosse ridícula.
E assim como antes, quero hoje povoar esta carta com poesia. Um laço para fechar todas estas palavras:
Não te amo como se fosses rosa de sal, topázio
ou flecha de cravos que propagam o fogo:
amo-te como se amam certas coisas obscuras,
secretamente, entre a sombra e a alma.
Te amo como a planta que não floresce e leva
dentro de si, oculta a luz daquelas flores,
e graças a teu amor vive escuro em meu corpo
o apertado aroma que ascendeu da terra.
Te amo sem saber como, nem quando, nem onde,
te amo diretamente sem problemas nem orgulho:
assim te amo porque não sei amar de outra maneira,
senão assim deste modo em que não sou nem és
tão perto que tua mão sobre meu peito é minha
tão perto que se fecham teus olhos com meu sonho.
(Pablo Neruda)